O nome disso? Não sei. Não quero saber. Por que dar nomes? Explicações?
Estou farta delas. Exausta de tentar entender tudo. De controlar coisas incontroláveis.
Estou cansada de andar em linha reta. De me precaver. Queria que a vida acertasse um soco no meu rosto. Que me acordasse! Queria dizer para tudo, daqui por diante: eu não sei. Eu não sei! Definir é limitar.
E o que eu sou, o que eu sinto, é ilimitado.
Só quero sentir. Não quero o fim. Quero começos. Não me importa se é real ou ilusão. É meu.
Sou eu. Existe. Me faz chorar. Me faz sorrir. Me faz viver.
O nome? Que exploda o nome. Que exploda o mundo.
16 de março de 2011
15 de março de 2011
13 de março de 2011
Será
Será que alguém ja contou os minutos para me ver?
Será que alguém já foi a um lugar só por minha causa?
Será que alguém já se arrumou todo só para me impressionar?
Será que alguém abre minha janela do msn e fica sem coragem de falar comigo?
Será que alguém está lendo isso e respondendo ‘Eu’ para cada pergunta ?
Será que alguém já foi a um lugar só por minha causa?
Será que alguém já se arrumou todo só para me impressionar?
Será que alguém abre minha janela do msn e fica sem coragem de falar comigo?
Será que alguém está lendo isso e respondendo ‘Eu’ para cada pergunta ?
12 de março de 2011
9 de março de 2011
As vezes me pego assim oscilante,
em algum lugar bem distante
Fujo dos meus pensamentos,
tento pensar em algo diferente
e escondo meus quereres debaixo do tapete
Sei que algumas coisas permanecerão como estão,
outras nunca mais serão as mesmas
Nesses momentos de melancolia,
esqueço dos passos que já dei
e de tudo que já sei
Quero apenas viver algo
que tenha haver com liberdade
sem saudade
sem distância
sem talvez...
em algum lugar bem distante
Fujo dos meus pensamentos,
tento pensar em algo diferente
e escondo meus quereres debaixo do tapete
Sei que algumas coisas permanecerão como estão,
outras nunca mais serão as mesmas
Nesses momentos de melancolia,
esqueço dos passos que já dei
e de tudo que já sei
Quero apenas viver algo
que tenha haver com liberdade
sem saudade
sem distância
sem talvez...
2 de março de 2011
Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
Caio Fernando de Abreu
Remar.
Re-amar.
Amar.
Caio Fernando de Abreu
1 de março de 2011
Procura-se um lado zen ...
Eu sou intensa. E vou morrer assim.
Por mais que eu tente puxar o freio de mão, as emoções me dominam e pulam de dentro de mim desesperadamente. Por isso, sou a favor do amor, da verdade. Não gosto de traição e de mentiras. Procuro fazer o bem e ficar em paz com minha consciência e com meu coração, mas também cometo deslizes.
Sinto ciúme, faço fofoca, falo palavrão e tenho dias azedos. Sou quase normal e quase louca.
Não sei muita coisa, mas procuro estar com os olhos e ouvidos abertos para absorver tudo que a vida me dá. Adoro viver, a idéia de um dia morrer me assusta. E eu amo, amo demais.
Tenho um amor imenso pelas pessoas que são importantes na minha vida. Hoje, consigo separar e saber quem é meu amigo, quem é colega, quem é conhecido. Apesar disso, convivo bem com todos. Pouca gente sabe a fundo da minha vida e de mim, eu disfarço. Não gosto de me expor.
Hoje, falando com um amigo, ouvi a seguinte frase "pela mulher que você é, a pessoa que está contigo tem que te dar o céu". Fiquei pensando nisso. O céu é tão grande, tão cheio de estrelas, tão lindo. Será que eu mereço? Me peguei pensando em coisas _parecidas, que já ouvi. É, as pessoas me enxergam como uma mulher e tanto. Percebi que minha autoestima anda em queda livre, baixíssima. Acho que já faz algum tempo que ando assim, me sentindo um nada. Então, quando ouço esse tipo de coisa fico me perguntando: mereço? Sou tudo isso? Será?
Decidi me olhar no espelho. Vi uma mulher com olhos expressivos. Vi uma mulher bonita, mas esquecida. Vi uma mulher que precisa usar filtro solar todos os dias e ir na dermatologista para prevenir os efeitos do tempo. Vi uma mulher que precisa perder vários quilos. Vi uma mulher que anda sorrindo pouco. Vi uma mulher que sente tanto, mas anda tão cansada que mal olha para si mesma. Sabe, tem coisas que ficam.
Um dia, ouvi coisas pesadas, fortes, feias. Se fosse de qualquer um, tudo bem. Mas não. Era de uma pessoa importante. Uma das pessoas mais importantes da minha vida. E essa coisa ficou dentro de mim. Levou fermento. Cresceu. Se instalou. A partir daí, olho para o espelho e não vejo essa mulher bonita. Vejo uma pessoa insegura, com a autoestima lá no chão, vejo uma pessoa que não sabe se é capaz. Isso me assusta um pouco. Tem palavra que fica. Tem sentimento que foge. Tem coisa que agride. Eu, que adoro rir, nunca ri tão pouco.
Meu riso e meu sorriso andam acanhados, tímidos, preferem ficar do lado de fora da festa observando tudo que acontece. Ando séria, introspectiva, fechada, refletindo sobre a vida. Me aconteceram coisas tão boas. Delas, procuro lembrar sempre. Me aconteceram coisas tão ruins. Delas, tiro lição. Dois mil e dez foi um ano marcante. E doído.
Hoje sentei no balanço para lembrar do que foi, do que não volta, do que ficou. Em alguns momentos, a gente precisa de mais do que nos dão. Certos períodos são delicados, exigem mais atenção, cuidado, amor, dedicação, delicadeza. Acho que é isso: tô precisando do céu. Minha amiga tem razão. Mereço o céu. Mas a gente não pode esperar que alguém nos dê. Por isso, procuro meu lado zen, quem sabe, assim, evoluo de uma vez por todas e aprendo que a gente deve contar é com a gente mesmo e fim.
Por mais que eu tente puxar o freio de mão, as emoções me dominam e pulam de dentro de mim desesperadamente. Por isso, sou a favor do amor, da verdade. Não gosto de traição e de mentiras. Procuro fazer o bem e ficar em paz com minha consciência e com meu coração, mas também cometo deslizes.
Sinto ciúme, faço fofoca, falo palavrão e tenho dias azedos. Sou quase normal e quase louca.
Não sei muita coisa, mas procuro estar com os olhos e ouvidos abertos para absorver tudo que a vida me dá. Adoro viver, a idéia de um dia morrer me assusta. E eu amo, amo demais.
Tenho um amor imenso pelas pessoas que são importantes na minha vida. Hoje, consigo separar e saber quem é meu amigo, quem é colega, quem é conhecido. Apesar disso, convivo bem com todos. Pouca gente sabe a fundo da minha vida e de mim, eu disfarço. Não gosto de me expor.
Hoje, falando com um amigo, ouvi a seguinte frase "pela mulher que você é, a pessoa que está contigo tem que te dar o céu". Fiquei pensando nisso. O céu é tão grande, tão cheio de estrelas, tão lindo. Será que eu mereço? Me peguei pensando em coisas _parecidas, que já ouvi. É, as pessoas me enxergam como uma mulher e tanto. Percebi que minha autoestima anda em queda livre, baixíssima. Acho que já faz algum tempo que ando assim, me sentindo um nada. Então, quando ouço esse tipo de coisa fico me perguntando: mereço? Sou tudo isso? Será?
Decidi me olhar no espelho. Vi uma mulher com olhos expressivos. Vi uma mulher bonita, mas esquecida. Vi uma mulher que precisa usar filtro solar todos os dias e ir na dermatologista para prevenir os efeitos do tempo. Vi uma mulher que precisa perder vários quilos. Vi uma mulher que anda sorrindo pouco. Vi uma mulher que sente tanto, mas anda tão cansada que mal olha para si mesma. Sabe, tem coisas que ficam.
Um dia, ouvi coisas pesadas, fortes, feias. Se fosse de qualquer um, tudo bem. Mas não. Era de uma pessoa importante. Uma das pessoas mais importantes da minha vida. E essa coisa ficou dentro de mim. Levou fermento. Cresceu. Se instalou. A partir daí, olho para o espelho e não vejo essa mulher bonita. Vejo uma pessoa insegura, com a autoestima lá no chão, vejo uma pessoa que não sabe se é capaz. Isso me assusta um pouco. Tem palavra que fica. Tem sentimento que foge. Tem coisa que agride. Eu, que adoro rir, nunca ri tão pouco.
Meu riso e meu sorriso andam acanhados, tímidos, preferem ficar do lado de fora da festa observando tudo que acontece. Ando séria, introspectiva, fechada, refletindo sobre a vida. Me aconteceram coisas tão boas. Delas, procuro lembrar sempre. Me aconteceram coisas tão ruins. Delas, tiro lição. Dois mil e dez foi um ano marcante. E doído.
Hoje sentei no balanço para lembrar do que foi, do que não volta, do que ficou. Em alguns momentos, a gente precisa de mais do que nos dão. Certos períodos são delicados, exigem mais atenção, cuidado, amor, dedicação, delicadeza. Acho que é isso: tô precisando do céu. Minha amiga tem razão. Mereço o céu. Mas a gente não pode esperar que alguém nos dê. Por isso, procuro meu lado zen, quem sabe, assim, evoluo de uma vez por todas e aprendo que a gente deve contar é com a gente mesmo e fim.
Assinar:
Postagens (Atom)




